quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Espectros aterram-se, moribundos,
Nunca dantes tão mortos como agora.
Almas dolentes do seco oriundo
Das pátrias em pó, dos restos de tora.

Sobejam hoje retumbos dos brados,
Sobeja a carestia das lembranças,
Resta uma nação de povo acanhado,
De punho cerrado e de pouca herança.

Povo devastado pela arrogância
De todos chamados pela ignorância
Que encenam, torpes, a própria falência,

Infames dissimulam condolência,
Dissimulam renúncia, e acidência,
Inconscientes na própria ganância.

[Nicole Nicolela]